Casamento da saudade!
A minha família sempre foi muito bem segmentada entre a parte de pai e parte de mãe. Em ambas as partes, eu sou o caçula, mas ser caçula nessas duas famílias sempre foram 2 experiências completamente diferentes.
Tenho boas recordações com os 2 lados, mas é difícil de esconder a importância que a casa de Atibaia teve na minha infância e como a casa era de meu avô por parte de pai, são muitas histórias atreladas a esta parte da família também. A composição da família era meu avô e minha avó, minha tia, meu pai e meu tio. No total eramos em 5 primos, 4 homens e 1 mulher.
Neste fim de semana, o primeiro dos primos (Ricardo) casou-se. É tão engraçado, pois ainda me lembro claramente das brincadeiras, da piscina e até mesmo da hierarquia que formava-se entre os primos, comandados pela única mulher e também a mais velha de todos, Luciana. Com o passar tos tempos, os primos foram se afastando, minha tia Jurema separou-se do tio favorito de todos os primos, tio Edimilson. A coisa importante é que ontem foi dia de reviver um pouco disso tudo.
Dentre grandes momentos que o casamento do Ricardo nos brindou, talvez o mais interessante tenha sido o reencontro com o tio Edimilson após mais ou menos 15 anos sem vê-lo. O tio Edimilson era o tio brincalhão, que amava estar com as crianças por perto, que jogava videogame comigo, brincava de tubarão na piscina em cima da bóia caçando os outros primos, fazia mágica aparecendo peças de xadrez das nossas orelhas e brincava de porco conosco. Bem ou mal, era o elemento integrador dos primos que acabou se esvaindo ao se divorciar de minha tia. Não importa o que tenha acontecido entre eles, há lugar para ambos em minha infância e só recordações boas, então rever o tio Edimilson ontem foi espetacular.

Rafael, Edimilson e Eu
Outro ponto que eu gostei foi rever o Cuca, amigo do meu tio Edimilson e tia Jurema. Sempre brincavam que eu era filho dele por ser muito parecido, gostar de jogos e até por ser gordinho. Eu não gostava dessa brincadeira, mas hoje encaro com mais naturalidade pois durante nossas conversas vi que a década que não o encontrava fez muita diferença, ou melhor, não fez diferença alguma, pois realmente somos parecidos.

Eu e Cuca
Outro momento bom foi ver todos os primos juntos na foto e lembrar que aquela patotinha comandada pela Luciana geraria pessoas tão diferentes. E depois dizem que gato-mia, caldo, bolinho de chuva e papinhas de mato não educam. Educam SIM! É vendo essas fotos que percebo que tudo que sou hoje, devo sim, parte a eles. Se eu não tivesse tido uma infância tão boa, como poderia ser criança ainda hoje e isso me garantir o trabalho de um criador de entretenimento?

Luciana, Eu, Rafael, Ricardo, Eduardo
Bom, voltando ao assunto que me propus a comentar hoje… diversas outras surpresas me reservavam ontem. Pude novamente ver meu avô como uma pessoa divertida e não apenas alguém que fica reclamando de doença, acho que ontem foi a vez do túnel do tempo, ao mesmo tempo em que o casamento de um dos primos confirma que as coisas não podem mais ser como eram antes. Ainda bem, pois não quero que voltem mesmo! Vai que alguma coisa sai errado e aquele conjunto de coisas boas passa a possuir elementos indesejáveis? Talvez a idade tenha me feito guardar mais as coisas, quando criança era fácil, eu relevava as coisas que me chateavam e deixava apenas as que me faziam bem. Por isso talvez que o conjunto que tenho de lembranças seja predominantemente positivo. Não queria voltar no tempo, mas queria voltar a ter esta capacidade… isso com certeza!

Tio-avô, eu, Avô

Claro, não posso deixar de desejar felicidades ao recém formado casal: Ricardo e Heloísa.
Outras fotos:

Pai, Eu, Mãe, Rafael

Avô, Avó, Pai, Mãe

Avó e eu dançando (MILAGRE)

Terezinha…. Uhuuuuu!

Não resisti, pena que as 4:00 AM eu já tava sem fome.

Engraçado… só conhecia a tia Jurema deste lado da sua família.
E, claro, vários relatos da casa de Atibaia.
os relatos da casa de Atibaia?!??! hummmm…
olha, deu agua na boca em ver todos esses doces ai… sai pra la tpm!!! ^^