Loucura por Games
A verdade é que falo muito de música aqui no blog, mas a minha verdadeira paixão todos sabem o que é: GAMES!
Hoje devo contar um pouco mais de onde surgiu tudo isso, ou melhor, o que eu já fiz para os games em ordem cronológica. Começo escrevendo sem saber se esse post vai ter mais de uma parte, mas sei que por se tratar de um assunto tão gostoso de relembrar, não duvidaria que tivesse três ou quatro partes. Antes de entrar em alguns jogos específicos, quero dizer que comecei a jogar games entre dois e três anos de idde e nunca mais parei. Aqui em casa a influência é grande, meu pai sempre jogava e conseguiu um MSX exatamente no ano em que nasci. Pra mim, nada de bonecos, lego, etc… o que gostava mesmo eram os games.
1) Nemesis (MSX):
É impossível saber qual foi o primeiro jogo que joguei, não existe criança com lembrança tão antiga assim, mas o primeiro vício eu lembro com gosto. Nemesis hoje em dia é conhecido como Gradius, nome que relutei muito em começar a usar, pô, desde que nasci isso pra mim é NEMESIS. Na época do MSX é que tudo era bom, a pirataria era bem feita, tínhamos empresas pirateiras que faziam um trabalho mais respeitável que o original, já que era difícil ter o original. Mas no caso de Nemesis, eu gostava tanto que minha tia deu de presente a cópia original do pirata, com caixa, manual traduzido e tudo. Só para constar, eu dormia abraçado com essa caixa >_<!
Definitivamente, não era um jogo para a minha idade, mas não importa, nunca gostei de jogos para minha idade, Nemesis é um jogo extremamente difícil e desde lá comecei a desenvolver minha habilidade. Lembro de reuniões para jogar Nemesis, a ordem das fases sempre esteve na minha cabeça e eu peitava os adultos que não sabiam jogar. Nostálgica quinta fase da “caveirinha fácil” que os adultos insistiam em dizer que era difícil, mas era só passar pra criança de 4 ou 5 anos para dar um banho nos adultos. Speed, Missile, Double, Laser, Option e Shield foram minhas primeiras palavras em inglês. Tinha que aprender a escrevê-las no teclado para poder trapassear no jogo, creio que minha alfabetização tenha vindo daí. Isso me permitiu entrar comandos de basic aos meus 3 anos e surpreender meus pais que achavam que eu era super dotado (lindo engano).

2) The Castle / The Castle Excelent (MSX):
Se você já discutiu alguma vez de jogos antigos comigo, sabe o que significa Castle. Esse é um dos jogos mais inteligentes e difíceis que joguei até hoje. Basicamente temos um mapa todo ligado por portas e 100 salas diferentes, cada sala possui um puzzle que deve ser resolvido empurrando blocos, etc… Esse é justmente o tipo de jogo que não existe mais hoje e me faz sentir tanta falta. Mais uma vez, impossível não lembrar das reuniões na casa de hóspede: eu, meu pai, minha tia, meu tio e o cuca. Novamente, jogo de adulto, aqueles puzzles eram de enlouquecer qualquer um. Os adultos desenhavam mapas para ajudar a guiar pelas salas, bolavam estratégias, planos falhos. Inúmeras tentativas de resolver uma fase que resultavam em morte e logo depois no silêncio da fase não iniciada para quebrar mais um pouco a cabeça.
Nesse cenário, o pivete aqui dava seus palpites e seguia pela madrugada sem sono pelo fascínio que cada sala me passava. Eu olhava a luz do lado de fora da casa de hóspedes e achava que o sol já estava nascendo. Não seria nada impossível pois desde aquela época eu sabia que quando nos divertimos o tempo passa rápido demais. É verdade, passou tão rápido que aquela experiência familiar na casa de hóspede também passou e hoje em dia quando eu vou jogar castle, é sempre sozinho. As pessoas de hoje não conseguem ver a magia deste jogo, parece que ninguém gosta de pensar.

3) Dragon’s Lair (NES):
Esse só está na minha lista pois é impossível não lembrar da primeira vez que vi um NES. Na verdade, eu não vi um NES, vi um Phantom System na casa da minha tia (a mesma do Castle) e entrei em delírio. Aquele jogo era tão impossível que apesar de nunca conseguir passar da ponte, colocava a culpa em mim que ficava tão abobado com a movimentação dos personagens que esquecia o resto.
4) Rock Man 3 e Mega Man 2 (NES):
Que história é essa de Rock Man e Mega Man? Bom, muitos já devem saber que Rock Man é o nome japon~es de Mega Man. O fato é que meu primeiro jogo da série foi o Rock Man 3. Minha mãe tinha ido me buscar no colégio e no caminho até em casa disse que tinha me alugado um jogo do meu Top Game (outra vertente do NES) e que o jogo se chamava Rock Man. Logo imaginei um cara tocando guitarra e estava ansiosíssimo para voltar para casa. Quando cheguei, liguei o jogo, vi aquele personagem azul e escolhi a fase do Magnet Man. Quem conhece Mega Man sabe que aquela fase tem uma música especial. Quando vi os imãs passando por cima de mim e me puxando, já era. Fui dominado mais uma vez.
Depois disso fui a casa de um primo meu que não via muito e vi que ele tinha o Mega Man 2 e não jogava. Pedi emprestado e ele me emprestou (eu poderia usar o verbo dar, pois NUNCA devolvi). Mega Man 2 é o melhor da série e eu terminava aquele jogo compulsivamente, decorava a ordem de matar todos os monstros e tinha dificuldade em uma das fases do Dr. Wily. A primeira vez que passei do chefe dessa fase (aquele chefe maldito que usa a rma do Clash Man) eu fiquei tão feliz que fiz uma das cenas mais deprimentes que posso lembrar de minha infância. Corri para a televisão e dei um beijo na TV! A partir de então, isso virou um ritual de derrota do chefe. Hoje em dia não faço mais isso ao matar esse chefe, mas bem que dá vontade.
5) Monkey Island (PC):
Novamente, a criança metida entrando em ação aonde não deve. Mokey Island é um Adventure da LucasArts totalmente clássico, mas também totalmente falado em inglês. Para uma criança como eu de uns 7 anos que ainda sabia falar Speed, Missile, Double, Laser, Option e Shield, o jogo era totalmente inacessível. Aquelas músicas com beeps e o controle por cliques do Mouse novamente me jogaram para dentro de um novo mundo. Nessa época só o meu tio jogava Monkey Island pois os outros adultos achavam muito complicado. Bem… meu tio ERA o único que jogava, pois eu peguei o jogo emprestado e ele ficou com pena de mim pois não conseguiria jogar. UMA OVA!!!
Eu peguei um dicionário pré-histórico que tinha aqui em casa, jogava escutando fita a novela Mulheres de Areia e abria o maldito dicionário para cada palavra nova dos itens que apareciam. O resultado disso foi que meu tio, um advogado de 30 e poucos anos, ligava para a criança metida para saber quais frases tinha que dar nos duelos de espadas. Dessa paixão por Monkey Island que veio meu inglês. A professora da cultura inglesa se surpreendeu que eu sabia todas as partes do corpo e escrevia tudo sem saber falar nada. Mal sabia ela que eu tinha que aprender as partes do corpo pra conseguir sacar o que fazer para chegar no navio fantasma. ^^!

Bom, como era esperado… aguardem a parte 2. O jogo que trouxe à tona essas minhas lembranças deve fazer parte da próxima etapa.

Adoro o jeito como vc escreve: um texto leve, divertido e que prende muito a atenção.
Determinado o garotinho, não? Não me surpreendo nem um pouco… vc é assim até hj
Fiquei curiosa pela parte 2!
Bjinhos!
gente acho que ja joguei ou vi algum jogando monkey island!
melhor parte do post: Eu peguei um dicionário pré-histórico que tinha aqui em casa, jogava escutando fita a novela Mulheres de Areia e abria o maldito dicionário para cada palavra nova dos itens que apareciam.
HAHA d matar!!
Hum… e pensar que foi meu primeiro RPG de verdade, e a causa de eu ter jogado 1 (de 4) jogo de PS.
essas historias de jogos lembrou meu irmao: ele deu um piti qdo meu pai nao quis comprar o box da lucasArts…
jogatinas sempre dao boas recordacoes, ne ^^
bjssssssssss
ah, 2 jogos q sempre foram uma incognita pra mim:
- ET (atari) – nunca, nunca tive paciencia pra descobrir o q fazer nesse jogo idiota… um dos piores da historia!
- spelunker (nes) – bizarro.. demorei decadas pra entender, so morria. Dai meu irmao mostrou um video no youtube de alguem q terminou isso em 10 min!!!º_O
Nosssaaaaaaaaaaaaaaaaa.. NEMESIS era muuuuuito legal! hahaha